Rui Palmeira revelou em discurso que ouviu de diretor da Agência Nacional de Mineração, antes de laudo da CPRM, que problema em Maceió não teria sido causado pela Braskem
Após a divulgação da nota técnica conjunta entre a Defesa Civil Nacional e a Defesa Civil Municipal descartando o risco de subsidência na Avenida Fernandes Lima, vereadores da cidade cobraram maior transparência e participação do Legislativo na discussão sobre o tema.
A informação contradisse uma nota técnica divulgada em abril de 2022 pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e tornada pública neste mês pela Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL).
A discussão sobre a nota foi trazida à sessão ordinária da Câmara Municipal desta quarta-feira (19) pelo vereador Leonardo Dias. O documento afirma que há movimentação do solo, mas que ela é natural e não oriunda da atividade da empresa.
Prefeito de Maceió à época do início do caso e atualmente vereador, Rui Palmeira revelou que se reuniu com o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Mineração e ambos os órgãos negaram relação entre a mineração e os problemas em Maceió antes do laudo divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil, que atestava a culpa da empresa.
“Eu ouvi da própria boca de um diretor da ANM que o problema de Maceió não tinha nada a ver com mineração. Pedi a ele um documento escrito, obviamente, e esse documento, é claro, nunca foi escrito. Um mês depois, a CPRM veio a Maceió e confirmou que a causadora de tudo era a Braskem”, ressaltou.
Para Palmeira, a condução do caso mostrou um conflito de interesses.
“O que precisamos é transparência. A Defesa Civil que tem que procurar a sociedade e dizer o que de fato está acontecendo. Torcemos para que a área atingida não aumente, mas sabemos que há uma possibilidade. É importante que haja transparência, o que não vem acontecendo com o recurso que o município recebeu”.
Fonte: GazetaWeb