A Justiça Federal em Alagoas deu um prazo de 72 horas para que a Braskem e a Prefeitura de Maceió se manifestem sobre o uso da última parcela da verba indenizatória, no valor de R$ 250 milhões, destinada à administração municipal. No entanto, o prazo começa a contar apenas nesta quinta-feira (19), conforme informado pela assessoria da Justiça.
Cássio Araújo, coordenador do Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB), defende o bloqueio total dessa parcela para garantir a construção de um novo cemitério fora da zona de risco provocada pelas atividades de mineração. “Sem esse dinheiro, dificilmente o novo cemitério será construído”, declarou Araújo, destacando que o valor é crucial para resolver a crise funerária que tem sido alvo de denúncias desde o início do ano.
A verba faz parte do montante de R$ 1,7 bilhão que a Braskem deve pagar à Prefeitura como indenização pelos danos causados pelos afundamentos em bairros da capital alagoana. Para Araújo, a Justiça deve determinar o bloqueio imediato dos recursos e exigir um projeto conjunto entre a Prefeitura e a empresa, com prazos definidos para execução e entrega à população.
Até o momento, nem a Braskem nem a Prefeitura de Maceió confirmaram a notificação do prazo. Caso a Justiça decida pelo bloqueio, a expectativa é de que os recursos sejam redirecionados para ações que atendam diretamente às necessidades emergenciais da população afetada, como a construção do cemitério.