Em sua viagem oficial ao Japão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) explicou a decisão de convidar os ex-presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para integrar a comitiva presidencial. Mesmo após deixarem os postos em fevereiro deste ano, os dois continuam sendo figuras-chave no cenário político do Brasil, segundo Lula, que justificou sua escolha com uma metáfora. “Rei morto não é rei posto. Rei é sempre rei. Você pode ter um segundo, terceiro ou quarto rei, mas o primeiro continua rei”, afirmou o presidente.
Além de Lira e Pacheco, também viajaram com o presidente o atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reforçando o caráter amplo da representação política brasileira na missão internacional.
Apesar da presença dos ex-presidentes, Lula fez questão de sublinhar que as discussões políticas essenciais devem ocorrer em solo brasileiro. “Eu não seria louco de trazer os companheiros dentro do avião para fazer as discussões que podemos fazer em território brasileiro. Em Brasília tem muito espaço para isso”, destacou. O presidente também frisou que a viagem tem um caráter de fortalecimento das relações diplomáticas e uma oportunidade de fortalecer o compromisso com o Brasil.
Lula ainda mencionou projetos prioritários do governo que precisam de análise no Congresso, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000. “Quando voltarmos ao Brasil, vamos discutir as coisas importantes. Temos projetos relevantes a serem votados, e os presidentes da Câmara e do Senado têm responsabilidades com seus respectivos parlamentares”, declarou. Ele finalizou reafirmando seu compromisso com o diálogo entre os Poderes, ressaltando que “o presidente da República não é dono da razão”.