O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se posicionou contra a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A manifestação foi enviada nesta quarta-feira (2) em resposta a um pedido feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, no último dia 18 de março.
A solicitação para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronunciasse ocorre no contexto de investigações envolvendo Bolsonaro. No entanto, Gonet avaliou que, no momento, não há elementos jurídicos que justifiquem a detenção do ex-presidente. Esse posicionamento pode influenciar os desdobramentos do caso e a decisão final do STF.
A possibilidade de uma prisão preventiva de Bolsonaro tem sido tema de intenso debate jurídico e político. Aliados do ex-presidente classificam qualquer tentativa de detenção como uma perseguição, enquanto críticos defendem que as investigações precisam avançar com rigor. O STF segue analisando o caso, e a manifestação da PGR pode ser um fator determinante para os próximos passos do processo.
Mesmo sem recomendar a prisão, a posição de Gonet não significa o fim das investigações. O ex-presidente continua sob escrutínio judicial, e o desfecho do caso dependerá do andamento dos inquéritos e das decisões do Supremo.