O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República, admitiu a existência de um plano golpista, mas afirmou que se tratava de algo “sem pé nem cabeça”. A declaração ocorreu em meio à repercussão da prisão do general da reserva Braga Netto, que foi vice na chapa de Jair Bolsonaro em 2022. Mourão classificou a detenção como um “atropelo” das leis e criticou duramente a decisão judicial.
“O General Braga Netto não representa nenhum risco para a ordem pública, e sua prisão nada mais é do que uma nova página no atropelo das normas legais a que o Brasil está submetido”, escreveu Mourão em sua conta no X (antigo Twitter).
A prisão de Braga Netto foi determinada sob a acusação de suposta obstrução de investigações relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro. O caso gerou reações intensas de outros políticos da oposição. O deputado Luiz Ovando (PP-MS) também se posicionou nas redes sociais, atacando o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e classificando a prisão como perseguição. “Braga Netto preso por ‘suposta’ obstrução. Criaram a fantasia do golpe para perseguir opositores, com Moraes como guardião do regime jurídico-ditatorial”, escreveu Ovando.