Após mais de 20 anos de negociações, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi finalmente anunciado nesta sexta-feira (6/12), durante a cúpula do bloco latino-americano no Uruguai. A conclusão do tratado foi celebrada por líderes sul-americanos e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, marcando um marco histórico para as relações comerciais entre os dois blocos.
No entanto, o acordo não entra em vigor imediatamente. Para que comece a gerar efeitos práticos, ele precisa passar por uma série de etapas legais e políticas. Ambas as partes devem realizar traduções oficiais do texto para suas línguas e submeter o acordo aos respectivos parlamentos nacionais para ratificação. No caso do Mercosul, é necessário que os congressos de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai aprovem o tratado. Na União Europeia, o Parlamento Europeu e os parlamentos de cada país-membro também devem dar aval.
O acordo prevê a redução de barreiras tarifárias e o fortalecimento de laços comerciais, culturais e ambientais entre os blocos. Embora visto como um avanço estratégico, ele enfrenta críticas e desafios, especialmente em relação a preocupações com o meio ambiente e a proteção de indústrias locais. A expectativa é que, uma vez implementado, o tratado aumente a competitividade e a integração econômica dos países envolvidos, consolidando o Mercosul como um parceiro estratégico da Europa.