As próximas eleições para deputados estaduais e federais em 2026 estão moldando um panorama mais enxuto e competitivo, reflexo de tendências observadas no último pleito municipal. O cenário projeta menos chapas em disputa, menos candidatos e uma concentração maior de votos em nomes com maior viabilidade eleitoral.
Para o deputado federal Rafael Brito (MDB-AL), que buscará a reeleição, a campanha será ainda mais desafiadora do que a de 2022. Ele destaca uma mudança significativa: a redução do número de vagas disponíveis. “Para começar, teremos a redução de uma vaga. Em 22 foram 9 e em 26, se não houver mudanças, serão 8 vagas apenas”, afirma Brito.
O deputado também chama atenção para a dificuldade crescente enfrentada pelos partidos na formação de chapas robustas. “O número de partidos com condições de montar chapas competitivas, na realidade de hoje, diminuiu. Apenas quatro ou cinco legendas podem conseguir viabilizar grupos competitivos, com a tendência de concentrar a votação em um ou dois”, avalia.
Apesar do cenário mais acirrado, Rafael Brito acredita no potencial do MDB em se adaptar às novas condições. Ele está confiante de que o partido conseguirá montar uma chapa competitiva, capaz de assegurar até quatro cadeiras na Câmara dos Deputados. “Será de fato uma eleição diferente, e nós do MDB devemos ter uma chapa ainda mais competitiva. Acreditamos que teremos um grupo forte, capaz de eleger três, podendo chegar a quatro federais. Já temos alguns nomes sendo conversados, inclusive mulheres”, revelou.
Com menos espaço e mais estratégia necessária, as eleições de 2026 prometem ser um divisor de águas para os partidos políticos e seus candidatos. A habilidade de se organizar em torno de chapas fortes será determinante em um ambiente onde cada voto terá ainda mais peso.