O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta sexta-feira (28/2) que a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), será a nova titular da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República. A pasta, crucial para a articulação política do governo com os demais Poderes, especialmente o Congresso, estava sob a responsabilidade de Alexandre Padilha, que foi indicado para o Ministério da Saúde.
A posse de Gleisi Hoffmann está prevista para ocorrer no dia 10 de março, após o feriado de Carnaval. Em suas redes sociais, Lula destacou a escolha de Gleisi, afirmando que ela vai somar esforços na interlocução entre o Executivo e o Legislativo, além de colaborar com outros entes federados. “A companheira e deputada federal Gleisi Hoffmann vai integrar o governo federal”, afirmou o presidente.
A nomeação de Gleisi Hoffmann ocorre no contexto de uma reforma ministerial em andamento no governo Lula. A troca de Nísia Trindade por Alexandre Padilha no Ministério da Saúde marcou o início dessa série de mudanças, que visam dar um perfil mais assertivo e ágil à gestão da saúde pública. Em entrevista ao programa Balanço Geral Litoral, da Record, Lula justificou a troca, dizendo que precisava de “um pouco mais de agressividade, mais agilidade, mais rapidez” para o setor.
A Secretaria de Relações Institucionais, onde Gleisi Hoffmann assumirá, tem um papel fundamental na articulação política do governo, especialmente com o Congresso Nacional. Durante o mandato de Alexandre Padilha, a SRI foi alvo de críticas por sua falta de interlocução com diferentes espectros políticos, especialmente com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
Desafios e expectativas para Gleisi Hoffmann
Gleisi chega a um cargo estratégico em um momento delicado para o governo Lula. O presidente tem enfrentado queda nas pesquisas de aprovação de seu terceiro mandato e precisa recuperar a confiança do eleitorado. Para isso, a articulação política será crucial, especialmente considerando os desafios que o governo enfrentará no Congresso nos próximos meses.
Uma das principais apostas do Palácio do Planalto para reverter a desaprovação popular é a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. A proposta, que está sendo discutida dentro do Ministério da Fazenda, é vista como um passo importante para a recuperação da imagem do governo.
A partir da posse de Gleisi Hoffmann, o governo espera que ela consiga a articulação necessária para viabilizar essas e outras medidas no Congresso, mantendo o equilíbrio entre as forças políticas e os interesses do Executivo.