O governo federal finalizou os ajustes na proposta de reforma do Imposto de Renda, que será enviada ao Congresso Nacional após as eleições para as presidências da Câmara e do Senado, previstas para fevereiro. O projeto inclui medidas de impacto, como a criação de um imposto adicional de 10% sobre rendimentos mensais superiores a R$ 50 mil e a atualização da tabela de isenção para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5.000.
A principal inovação é o imposto adicional destinado a contribuintes de alta renda, que tem como objetivo aumentar a progressividade no sistema tributário, atendendo a um antigo clamor popular por maior justiça fiscal. A medida busca garantir que quem possui maior capacidade financeira contribua mais para a arrecadação nacional, enquanto as classes de menor renda sejam parcialmente ou totalmente desoneradas.
Outro ponto de destaque da reforma é a atualização da tabela de isenção do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF), uma demanda há anos reivindicada pela sociedade. Com o novo limite de R$ 5.000, trabalhadores de faixas salariais mais baixas serão beneficiados diretamente, ampliando o poder de compra dessa parcela da população.
De acordo com fontes do governo, a proposta também pretende modernizar o sistema tributário e ampliar a arrecadação, sem penalizar as classes médias e baixas. O projeto, no entanto, deve enfrentar intensos debates no Congresso, onde questões tributárias costumam gerar divergências entre parlamentares e setores econômicos.
Analistas apontam que a aprovação da reforma seria um passo importante para o equilíbrio fiscal e a redução das desigualdades no país, mas sua viabilidade dependerá do grau de articulação política entre o governo e os legisladores.