A arrecadação do governo federal em 2024 atingiu R$ 2,709 trilhões, o maior valor da série histórica iniciada em 1995. Descontada a inflação, o total arrecadado foi de R$ 2,653 trilhões, representando um crescimento real de 9,6% em relação ao ano anterior. Esse aumento foi impulsionado pela expansão da atividade econômica e pela retomada da tributação sobre combustíveis, beneficiando a arrecadação do PIS/Cofins.
O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, atribuiu o resultado à reativação de setores da economia, ao crescimento da massa salarial e à taxa de desemprego historicamente baixa. Além disso, houve reforço na tributação de grandes fortunas e fundos fechados, ampliando a base de arrecadação. A Receita também adotou uma abordagem menos repressiva, focando na fiscalização de contribuintes de alta renda.
Entre os tributos que mais cresceram, destacam-se a Cofins/PIS-Pasep, que arrecadou R$ 541,743 bilhões (alta de 18,6%), as contribuições previdenciárias, com R$ 685,012 bilhões (+5,34%), e o Imposto de Importação e IPI-Vinculado, que somaram R$ 109,608 bilhões (+33,75%). O Imposto de Renda sobre Rendimentos de Capital subiu 13,12%, enquanto o IRPJ e a CSLL arrecadaram R$ 502,720 bilhões (+2,85%).
Setores como comércio atacadista, entidades financeiras e combustíveis lideraram o aumento da arrecadação. Em dezembro, o governo arrecadou R$ 261,265 bilhões, um crescimento real de 7,78%. O bom desempenho econômico, refletido no crescimento da indústria, comércio e serviços, contribuiu significativamente para o resultado fiscal positivo.