Manter um detento no sistema prisional de Alagoas custou, em média, R$ 2.165,29 por mês em 2024. O dado foi divulgado neste domingo (23) pelo portal Metrópoles, com base no painel Custo do Preso, da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O valor coloca o estado abaixo da média nacional, que foi de R$ 2.331,49 por preso no último ano. Em um cenário de grande variação entre estados, os menores custos foram registrados no Espírito Santo (R$ 1.105,14), enquanto a Bahia apresentou o maior gasto individual, chegando a R$ 4.367,55 por mês.
O que está por trás desses números?
O cálculo considera despesas como salários dos agentes penitenciários, manutenção das unidades, alimentação, contas de água e luz, equipamentos de segurança, materiais de higiene e vestuário dos internos. Esse conjunto de gastos reflete a complexidade da administração do sistema prisional e sua necessidade de recursos contínuos.
Mas além dos custos, um fator que preocupa especialistas é o crescimento da população carcerária. Em 2000, o Brasil tinha 232,7 mil presos. Em 2023, esse número saltou para 852 mil, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O aumento expressivo pressiona os orçamentos estaduais e desafia a estrutura prisional do país.
Desafios e caminhos para o sistema prisional
O crescimento do número de presos levanta questionamentos sobre a eficiência do sistema penitenciário. O desafio vai além dos custos: superlotação, reincidência criminal e falta de programas de ressocialização são questões centrais no debate sobre segurança pública.
Em Alagoas, a gestão do sistema prisional busca equilibrar gastos e eficiência. Investimentos em segurança, infraestrutura e projetos de reintegração social fazem parte do esforço para evitar o agravamento da crise carcerária. No entanto, especialistas apontam que o problema exige soluções estruturais e um olhar estratégico para reduzir a reincidência e melhorar as condições dentro das unidades prisionais.