Embora não ocupe um cargo oficial no governo, a primeira-dama do Brasil, Rosângela Maria da Silva, conhecida como Janja, conta com o suporte de uma equipe composta por pelo menos 12 profissionais, conforme confirmado por militantes do PT e servidores da Presidência da República.
A estrutura de apoio inclui assessores de imprensa, fotógrafos, especialistas em redes sociais e até um militar que atua como ajudante de ordens. Segundo apuração do jornal O Estado de S. Paulo, essa equipe desempenha funções voltadas à comunicação e logística para a primeira-dama, apesar de sua atuação não estar formalizada em um cargo público específico.
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) informou que os servidores designados para a função exercem atividades previstas na legislação vigente, mas não detalhou os critérios para a formação da equipe.
Os gastos relacionados às viagens e agendas oficiais de Janja também chamaram a atenção. Desde o início do mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, as despesas já somam R$ 1,2 milhão, gerando debates sobre a necessidade e a legalidade do uso de recursos públicos para tais fins.
As atividades da primeira-dama têm ganhado destaque em função de sua presença ativa em eventos oficiais e nas redes sociais, o que levanta questões sobre a delimitação de seu papel no governo e os impactos das despesas associadas. Críticos apontam para a falta de clareza nas normas que regem o suporte a figuras não oficialmente ligadas ao governo, enquanto aliados defendem a relevância de sua atuação como figura pública de apoio à Presidência.
A polêmica deve intensificar o debate sobre a transparência e os critérios para o uso de recursos públicos por pessoas sem vínculo formal com a administração.