Na manhã desta terça-feira (25), poucas horas antes do início da análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da denúncia sobre uma possível conspiração golpista, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou ao Aeroporto Internacional de Brasília.
Ao desembarcar, Bolsonaro falou com a imprensa e resumiu em uma frase a expectativa para a análise do STF. “Eu espero justiça. Espero justiça”. O ex-presidente também criticou a investigação das denúncias: “Nada se fundamenta nas acusações feitas de forma parcial pela Polícia Federal”, assinalou.”.
Segundo Bolsonaro, as denúncias não se sustentam. “Não. Eu conversei no dia 2 de novembro [de 2022] com vocês (da imprensa). Falei que devíamos continuar buscando a normalidade. Sem invadir prédio público. Está lá. No dia 30 de dezembro eu fiz uma live dizendo que o mundo não ia acabar no dia primeiro. Calma, tranquilidade vamos continuar nas quatro linhas. Em dezembro nomei os comandantes militares que o Lula pediu para nomear”, comentou.
Bolsonaro desembarcou em Brasília acompanhado do líder da oposição na Câmara dos Deputados, o deputado federal Luciano Lorenzini Zucco (PL-RS), e em seguida se dirigiu à sede do Partido Liberal (PL).
O ex-presidente ressaltou que teria colaborado com o atual ministro da Defesa José Mucio, na transição de governo. “Eu estou bem. Sempre confiando na Justiça”, argumentou.
Sem análise de mérito
O ex-presidente, que estava em São Paulo, retornou a Brasília para acompanhar de perto o julgamento no Supremo Tribunal Federal. Nesta fase, o STF não examinará o conteúdo da acusação em si, mas sim decidirá se a denúncia será aceita ou rejeitada, avaliando se as investigações apresentaram indícios mínimos de irregularidades.
Em outras palavras, o STF decidirá se Bolsonaro e seus aliados se tornarão réus no processo. Caso a denúncia seja rejeitada pela Primeira Turma, o caso será arquivado. Por outro lado, se a denúncia for aceita pela maioria dos ministros, os acusados passarão à condição de réus e uma ação penal será formalmente instaurada contra eles.