Em um discurso marcado por ironia e contundência, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL) criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, comparando os problemas do país a um desfile de desmandos e irresponsabilidade. Fazendo referência ao período carnavalesco, o parlamentar apresentou os blocos que, segundo ele, simbolizam o governo petista: corrupção, impunidade, crime organizado, inflação, irresponsabilidade fiscal, hipocrisia, desperdício, epidemia de dengue, luxúria e dívida pública.
“No primeiro bloco da avenida vem a corrupção, espalhando-se pelo Brasil. A impunidade toma conta da nação. No segundo bloco, com a complacência do governo federal, vem o crime organizado. O PCC comanda o desfile, sambando ao lado do Comando Vermelho, enquanto o governo bate palma. Aí vem o terceiro bloco. Esse é pesado: o bloco da inflação. O ovo disparou, o café virou artigo de luxo, a picanha já sumiu faz tempo. E o governo incentivando. E não podemos esquecer o bloco da irresponsabilidade fiscal: o governo está dando show, com seus 40 ministérios”, pontuou o deputado.
Alfredo Gaspar também destacou o bloco da hipocrisia, cujo enredo é baseado em promessas vazias: “Lula prometeu um Brasil melhor, mas quem realmente teve a vida transformada foram os amigos do poder e os corruptos”.
Na sequência, mencionou o bloco do desperdício, relembrando o caso dos insumos, vacinas e medicamentos incinerados pelo Ministério da Saúde, resultando em quase R$ 2 bilhões desperdiçados. No setor da saúde, ressaltou ainda o bloco da epidemia da dengue. Já no bloco da luxúria, criticou os gastos exorbitantes com viagens da primeira-dama, Janja da Silva. E lembrou sobre o bloco da dívida pública, que cresceu 12,2% em 2024 e chegou a R$ 7,3 trilhões.
Na área da segurança, o deputado denunciou o bloco dos crimes sexuais e do feminicídio, apontando o crescimento da violência contra mulheres e crianças diante da ineficiência do governo.
Para Alfredo Gaspar, o governo Lula tem levado o país a um cenário de “desastre absoluto”. “Carnaval desse jeito o brasileiro não quer. O brasileiro quer um novo tempo. Em 2026, vocês nem estarão na passarela, nem estarão na avenida e nem estarão na plateia. Vocês estarão é presos. Chega de impunidade”, finalizou.